O Parque Nacional de Santa Teresa oferece uma variada gama de serviços para aqueles que escolhem turismo de sol e praia, de natureza, histórico e esportivo, com possibilidades de hospedagem em área de camping.
Em bosques que se estendem até a costa oceânica, possui 1.401 hectares povoados por mais de 2.000.000 de árvores, exóticas e nativas. Seus caminhos são autoguiados.
Um Sombráculo e um Invernáculo completam uma notável coleção vegetal, destacando-se a magnífica Rosaleda, única no país pela classificação de suas mais de 300 variedades.
O parque possui uma piscina semi-natural, conhecida como El Chorro, construída a partir de um pequeno arroio e dos acidentes naturais do terreno. Um grande aviário e um refúgio silvestre completam a paisagem.
Um setor do parque está preparado para camping. Suas praias são espetaculares e os locais de pesca são excelentes.
A entrada ao Parque Nacional é totalmente gratuita para todo visitante que deseje desfrutar de suas praias oceânicas ou percorrer seus múltiplos atrativos, assim como preparar um churrasco em uma das churrasqueiras abertas ao público.
Flora e fauna do Parque Nacional de Santa Teresa
O Parque Nacional de Santa Teresa abriga uma rica diversidade de flora e fauna distribuídas por zonas úmidas, campos, florestas e ambientes costeiros. Essa variedade ecológica reflete tanto as condições naturais quanto a transformação da paisagem iniciada no começo do século XX.
Flora
Flora Nativa
O parque preserva uma grande variedade de espécies de plantas nativas, muitas das quais crescem em associações naturais típicas da região.
Atualmente, mais de 64 espécies foram identificadas por meio de levantamentos botânicos contínuos, refletindo a riqueza e a diversidade ecológica da área.
Essas comunidades nativas desempenham um papel essencial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas locais.
O Jardim de Rosas
Criado por Horacio Arredondo na década de 1940, o Jardim de Rosas é um dos elementos mais marcantes e celebrados do Parque Nacional de Santa Teresa.
Ele inclui mais de 67 variedades de rosas dispostas em semicírculo ao estilo renascentista em frente à estufa, formando uma composição paisagística cuidadosamente planejada.
O jardim integra-se às estruturas circundantes, como a Torre de Água, a Estufa, o Museu de Santa Teresa e a Casa de Preservação, criando uma conexão harmoniosa entre arquitetura e natureza.
Flora exótica
O parque também apresenta uma vasta coleção de espécies de plantas exóticas originárias dos cinco continentes.
Aproximadamente 186 espécies foram introduzidas por Horacio Arredondo a partir de 1928, por meio da aquisição de sementes e intercâmbios botânicos.
Esse esforço reflete sua visão de transformar a paisagem em um ambiente diversificado e estruturado, combinando ecossistemas nativos com espécies exóticas cuidadosamente selecionadas, contribuindo para a identidade botânica única do parque.
O Jardim de Cactos
O Jardim de Cactos recria um ambiente desértico dentro do parque, oferecendo um contraste marcante com as florestas e pântanos circundantes.
Doado pela família Uraga em 1998, o jardim abriga uma coleção originalmente desenvolvida pelo arquiteto Juan José Uraga.
Este espaço contribui para a diversidade botânica do Parque Nacional Santa Teresa, destacando a coexistência de diferentes ecossistemas em uma mesma paisagem.
A diversidade da flora e da fauna no Parque Nacional Santa Teresa reflete a integração bem-sucedida da conservação, do paisagismo e da preservação histórica.
Fauna
Fauna de zonas úmidas
Os ambientes de zonas úmidas no parque abrigam uma grande variedade de espécies adaptadas a ecossistemas úmidos.
- Mamíferos: Capivara (carpincho), ratazana (nútria), rato-d'água, rato-do-brejo, lontra-neotropical (lontra-de-rio)
- Espécies exóticas: javalis e híbridos com porcos domésticos.
- Anfíbios: tartarugas de água doce, rãs comuns, sapos e diversas espécies nativas de anfíbios típicas de ambientes pantanosos
- Répteis: cobras d'água, cobra-da-areia e víbora-de-fosseta
- Aves: Patos, garças, maçaricos, “dragão” (nome local) e tirano de cauda preta (espécie vulnerável)
Fauna dos Pastos
- Répteis e anfíbios: lagarto-de-vidro, espécies de cobras nativas (incluindo a “parejera” — nome local), lagarto-teiú e várias espécies de rãs nativas.
- Mamíferos: rato-do-campo, rato-do-campo-de-cauda-longa, cobaia (apereá), gambá, lebre-europeia
- Aves: Rhea, perdiz, chimango, papa-moscas-de-cauda-tesoura, “dragão” (nome local)
Fauna da Floresta
- Répteis: espécies de cobras nativas, incluindo variedades verdes e cinzentas
- Mamíferos: Guaxinim-de-mãos-peladas, raposa, gato-do-mato, furão, tatu, veado-campeiro, gambá, morcegos
- Aves: “Juan chiviro” (nome local), tordo, melro
Fauna costeira
- Répteis: Espécies de cobras nativas (incluindo variedades locais como "penarlo" — nome local) e falsa víbora-de-fosseta
- Anfíbios e outras espécies: Sapos, rãs e outros anfíbios adaptados a ambientes costeiros (incluindo espécies conhecidas localmente como “bibrón” — nome local)
- Mamíferos: Colônias de morcegos-vampiros em cavernas costeiras
A diversidade da flora e da fauna dentro do Parque Nacional de Santa Teresa reflete a integração bem-sucedida da conservação, do planejamento paisagístico e da preservação histórica, tornando-o um dos ambientes naturais e culturais mais singulares do Uruguai.